O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 24 de março de 2016

TEMPESTADE DE DISTÂNCIA

Via Reprodução
Aquele moço entrou em minha vida, de forma simples e suave como um temporal, ou aquelas chuvas de verão, sabe?! Do nada ele apareceu e se tornou meu tudo, é clichê, eu sei, mas só assim consigo descrever o que ele se tornou pra mim. Primeiro veio com gotas pequenas, frágeis e inocentes. Em cada uma de suas gotas eu era beijada e minha pele se arrepiava, eu queria sempre que chovesse ainda mais e eu pudesse me molhar com ele.

 De repente, em menos de um mês, a chuva engrossou e se tornou uma tempestade, com direito a trovão de pensamentos, raios de paixão, e com ventos fortes derrubou a barreira que havia em mim, aquela que eu demorei anos pra conseguir construir e armar uma forma de não ultrapassarem. Até que certa vez pensei: "Eu estou apaixonada... por ele."

Confesso que não foi fácil admitir, nunca é. Mas foi a melhor coisa que eu fiz até hoje, e o melhor? Era recíproco! A chuva do amor estava sempre nos molhando, nos lembrando como era gostoso sentir o arrepio percorrendo a espinha e mexendo com todo o sistema nervoso, tornando cada momento único, desde os mais carinhosos até os mais perigosos. Era inexplicável.

Cada mês que se passava era uma chuva nova, um temporal novo. Com novas gotas e novos cheiros de terra molhada. Eram novas experiências, novas descobertas e o mesmo sentimento, quer dizer, há cada dia ele se expandia como um balão sendo enchido para alegrar a festa da criançada. Apesar que uma hora, como sempre, a chuva cessou.

O sol chegou, com ele trouxe uma distância e o desconforto. Não tinha mais ele aqui para me proteger contra os raios solares e o calor da ausência, eu estava cada vez mais exposta. Os meses foram passando, ele lá e eu aqui com minha pele se acostumando ao sol e a dele também, certamente. As gotas de chuva apareciam vez ou outra, suavizavam minha pele e me traziam os arrepios pelo corpo, junto com o cheiro dele a saudade chegava e entrava na minha mente como aquelas marchinhas de carnaval que não saem de forma alguma.

Um ano e oito meses depois da primeira chuva e nove meses da ausência de chuva continuamos nesse mesmo verão, ansiando pelo momento em que voltará a chover, mas com a certeza de será o melhor temporal de todos, que essa chuva irá nos molhar como nunca nos molhou e que cada gota na pele terá valido a pena cada momento desse verão. Eu sempre estarei com ele, faça chuva ou faça sol, na tempestade ou no deserto, ele só precisa estar aqui.

5 comentários:

  1. sempre ansiando o momento em que voltará a chover, as gotas refrescantes de amor que nos aliviam do calor da vida <3 Amei!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você por aqui princesa! <3 Como me achou? hahaha
      Fico feliz que tenha gostado!! <3

      Excluir