O amor é brega. E quem não é?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

DANDO ADEUS ÀS LEMBRANÇAS



Carregava comigo uma bagagem imensa, algo que estava fazendo um peso desnecessário, precisava me livrar de algumas coisas que já não mais me pertenciam, precisava esvaziar aquela caixa cheia de saudades que carregava comigo há muito tempo. Já era mais do que necessário. 

Arrastei todos os cômodos, como se estivesse esperando uma visita, limpei até os cantinhos escondidos, aqueles que acumulam muita poeira, abri uma caixa e nela me veio o cheiro de saudade. Inútil conter as lagrimas. Precisava deixar que elas escorressem, elas faziam parte da limpeza. Lágrimas faxinam a alma.

Dentro da caixa havia fotografias, papéis, bilhetes. Lembranças. Peguei uma a uma e me lembrei de cada cena, de cada coisa, mas qual o sentido em continuar guardando? Precisava esvaziar, não era justo ficar remexendo essa caixa toda vez que a saudade batesse. Sentia que era necessário seguir em frente e precisava esvaziá-la.

Uma a uma eu fui rasgando e colocando no saco de lixo. Não significava que eu estava me desfazendo das lembranças, precisava apenas me livrar de tudo que me levasse direto a você. Isso se fazia necessário para que meu coração cicatrizasse. Ele precisava disso para seguir em frente e eu fiz.

Cada cômodo foi limpo, cada lembrança física foi tirada, me desfiz da caixa e de tudo que me desse cheiro de saudade, fiz a limpeza na casa, na alma e no coração. Limpei por mim, aquilo me fez ficar mais livre, necessitava de algo que me fizesse seguir e assim eu fiz,

"Precisei ser forte. Desfazer-se de lembranças não é sinal de fraqueza, é sinal de maturidade, é necessário tirar o velho para dar oportunidade do novo chegar".


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