O amor é brega. E quem não é?

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

TRAIÇÃO É TRAIÇÃO.

"Traição é traição.Romance é romance".
Os Hawaianos

Poucos são os casos, digo até que raríssimos se houver, de pessoas que passaram por esta vida e não traíram ou foram traídas. Inicio este texto com a seguinte afirmativa: nada justifica uma traição. Poderia até escrever em caixa alta de forma a reafirmar, a expressar veementemente a minha opinião. Acredito que quando duas pessoas resolvem se relacionar é porque têm em mente que dali em diante passarão a pertencer - relativamente - uma a outra. Não digo no sentido literal da palavra, pois todos somos livres e ninguém é objeto de ninguém. Contudo, observo as relações ao meu redor e analiso as que tive e chego a seguinte conclusão: algumas pessoas não nasceram para ser monogâmicas. 

Desse modo entramos em uma outra vertente: a traição é um desvio de conduta? A priori a minha resposta, como pessoa traída, é que sim. Uma pessoa que deseja levar a vida ao estilo Tribalista "eu sou de ninguém, eu sou te todo mundo", deve no mínimo jogar as cartas na mesa para o parceiro e revelar o desejo de viver poliamores¹ e esperar a anuência ou não do seu companheiro, deixar o parceiro livre para decidir se deseja ou não continuar ao lado dele. Entretanto, a vida não funciona dessa forma. Quem gostaria de dividir a pessoa que, supostamente, se ama? Há casos? Sim. Mas deixando de lado as exceções e voltando o olhar somente para a regra: traições são inadmissíveis. 

O relacionamento é uma espécie de contrato firmado entre duas partes onde elas têm direitos e deveres. Soa até meio jurídico tal afirmação, mas é dessa forma que devemos enxergar as relações humanas. As traições são motivadas por diversos fatores que somados tornam-se condições suficientes e necessárias para a quebra de contrato, no entanto preferimos - a maioria das vezes - empurrar o namoro com a barriga porque é muito mais cômodo conviver com uma mentira, do que largar tudo por alto e voltar à estaca zero. 
Agora a pergunta que não quer calar: a traição é perdoável? Essa é uma pergunta bem individual. Há aqueles que se permitem dar uma segunda chance e outros, como eu, que preferem seguir suas vidas sem olhar para trás. Dizer que o relacionamento não está bom, que o sexo já não é como antes, que a rotina está matando o namoro, que os amigos o pressionaram a mostrar a sua "macheza" diante de uma situação não é aceitável. Inúmeras vezes eu me mantive insatisfeita com uma relação, tantas vezes me deparei com pessoas incríveis, esbarrei com homens lindíssimos e interessantes, e nem por isso me dei o direito de enganar uma pessoa.
Eu jamais perdoaria uma traição pelo simples fato de saber que conscientemente a pessoa me traiu. A própria física diz que para toda ação existe uma reação. Sempre acreditei que acima da fidelidade deveríamos ser leais aos nossos cônjuges. Quem é leal sabe honrar a palavra, sabe ser honesto consigo mesmo, não dá margem ao erro, assume com dignidade a fidelidade aos compromissos que aceitou assumir. Ninguém prende ninguém. Relacionamentos assim como os contratos também podem ser quebrados, terminar a relação é a forma mais digna de se respeitar alguém com quem se manteve de início um laço de confiança. E para mim, respondendo ao questionamento, traições são imperdoáveis.
¹ Poliamor (do grego πολύ - poli, que significa muitos ou vários, e do Latim amor, significando amor) é a prática, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos.

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