O amor é brega. E quem não é?

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sem apagar o fogo!


Não éramos aquele casal perfeitinho, tínhamos nossos defeitos, tatuagens espalhadas pelo corpo e por baixo dela algumas marcas que escondiam quão ardente eram nossas noites, carícias trocadas, desejos realizados e aquele gosto de quero mais que sempre ficávamos.

Brincadeiras e liberdades. Aquelas coisas que só nós entendíamos e tínhamos, mesmo com toda as brigas, as discussões e a minha jura de que naquela noite dormiríamos separados, sempre acabava cedendo aos seus encantos e as suas piadas mesmo que sem graça.

Mas era inevitável, o fogo gritava, era como se tivéssemos deitados em volta de uma fogueira, mesmo que eu tentasse não conseguia resistir aos seus encantos. Aquele lance de não me encosta senão eu não me controlo. Era exatamente assim e meus olhos me entregavam.

Não precisa falar nada, os nossos corpos possuíam uma linguagem só deles e nós simplesmente obedecíamos. Cada toque em meu corpo era como se o play tivesse sido apertado.

O tocar em seu membro era o convite mais sutil que eu poderia fazer para que você explorasse todas as minhas curvas e curvaturas. Aquele tocar mais delicado, o beijo mais demorado e aquele dormir agarrado.

Mãos passeando pelos corpos e o desejo de estarmos encaixados gritava. Sempre acabávamos com os cabelos molhados, o gosto de cada um nos lábios, roupas jogadas pelo chão do quarto e aquela vontade de não sair da cama tão cedo.

Não que pedíssemos arrego, mas depois de toda noite intensa de prazer, nos permitíamos ficar agarradinhos, curtindo um ao outro, respirando com mais calma e de vez em quando dando uma passada de mão sem vergonha, só para manter a chama acesa – afinal o fogo não pode apagar.



ANDRESSA LEAL.
Andressa, desde 1986. Mauá - SP, uma mulher cheia de mistérios e repleta de poesias, encontrei nos textos e poesias minha fuga, meu refugio, meu mundo, algo só meu que compartilho com você. Aqui serei simplesmente eu, textos que nem na pagina do facebook eu posto aqui irei postar. Um dia sem poesia para mim é um dia em vão!

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

AS CARTAS DISSERAM



Me reconheci, um dia. Olhei em meus olhos, e me enxerguei de fato. Entendi que eu era a minha própria casa. Senti compaixão e amor por mim. Eu não sabia ao certo o que isso significava. Mas sentia uma calma quando me olhava, e quando eu me entendia. Fui moldando meu jeito de me expressar, e tudo que penso sobre o tudo que é vida. Comecei a notar o quão orgânico certas posturas se tornavam. As certas, as errôneas, as precipitadas. Eu via claro o que precisava de freio, por muitas vezes não consigo frear, mas se enxergar já é alguma coisa, nesse mar revolto que é lidar com a gente mesmo. 

Hoje as cartas se mostraram pra mim, e nelas apareceu que eu estou trilhando um caminho no qual estou estabelecendo limites em nome de algo que eu quero muito. Eu quero tanta coisa. Mas tanta, que não consigo precisar o que mais quero. Tanto tempo nessa terra, e às vezes entendemos tão pouco. Os questionamentos te cercam, e a gente acha que tá perdendo o controle, mas nem está. A vida, mesmo que esqueçamos, é feita para nos melhorarmos. Cada lágrima e cada desespero, sempre a mais. Sendo mais.

Bem, hoje tá frio, mas faz aquele Sol de inverno. Eu levantei, olhei para o céu e me senti tão feliz. Meu corpo reagiu à temperatura e ficou todo disposto. Olhei o celular, como aquele vício reprovável que vem com a vida tão atrelada ao digital, que começamos a levar, nem ao menos nos lembramos quando. E vi seu rosto, eu não tinha visto seus traços nunca, até duas semanas atrás. Seu sorriso meia boca, seus olhos efusivos, sua mordida na boca. De repente, uma esperança de um ciclo novo, de história nova, mas eu ainda tô querendo ver outro rosto, outros traços. 

As cartas me disseram também que eu preciso cortar o passado. Não deixar que ele me ludibrie com falsas palavras. Eu prometi fazer o que as cartas tão auspiciosamente me pediram. Saí, encontrei as amigas para um almoço, conversamos sobre o mundo, sobre o mundo de cada uma também, emendamos em um vinho, em um bar aconchegante na orla. Aquele frio já fazendo o corpo arrepiar todo. 

Ao chegar em casa, um “Oi, tudo bem?” do velho rosto. Aquele oi que vem juntamente a uma postura totalmente incoerente de quem só quer morder e assoprar, mas - mais importante - não perder. Mesmo não querendo ter. Eu olhei para a tela acesa e a acompanhei em seguida: apagar. Não posso mentir que você, todas as partes suas, me vieram À mente. É tão difícil cessar, parar, dar fim. A força do seu corpo contra o meu, as suas mãos rasgando e deixando em mil pedaços, as minhas defesas. É tudo tão inebriante.

Mas ao mesmo tempo, me lembrei do jogo, das cartas... Lembrei que é hora de não se prender mais, de se deixar levar. É hora de romper a conexão com o que já foi. Desbloqueio a tela do celular, deleto seu contato, todas as nossas conversas e fotos... Pronto! Foi!

Abro a conversa do rapaz do sorriso de meia boca sedutor, quero ele da mesma forma que ele me quer, e mais ainda: eu o mereço. Respondo a mensagem, do rosto novo e damos pontapé enfim a todo esse desenrolar que nos pertence. Que eu tenha boa sorte, que as cartas continuem precisas, que eu continue me encontrando mesmo que eu me perca, às vezes.




ALINE VALLIM
Tenho 31 anos, escritora, professora de inglês, aquariana, feminista, blogueira e problematizadora, não necessariamente nessa ordem. Quero escrever e espalhar pelo mundo minhas linhas. Viciada em café e mate. Espero loucamente que a empatia salve o mundo e possamos de verdade, nos desfazer de tudo o que nos prende. E sejamos finalmente, livres. .

quarta-feira, 5 de julho de 2017

PEREGRINO


                                                ❁Leia ao som de Tiê - Isqueiro Azul  

Já troquei os móveis do meu quarto de lugar umas quatro ou cinco vezes e ainda me sinto desconfortável. Já organizei os livros na prateleira por ordem alfabética, por autor, por tamanho e pelos preferidos. Mas eles ainda não parecem estar do jeito que eu queria que eles estivessem. A forma com que o ponteiro do relógio bate acaba parecendo uma melodia triste e monótona de um piano velho.

A verdade é que eu nunca consigo ficar parado num lugar só por muito tempo.

Eu sei que te contei pouco sobre como foi a minha vida. Não falei muito bem sobre como o passado do meu pai é um pouco ruim e nem sobre como o meu passado também não foi dos melhores. Preferi te poupar da minha visão de como o amor pode ser um desastre e não te contei de todas as histórias catastróficas que já aconteceram ao meu redor envolvendo ele.

Eu pulei a parte de como a vida parece ser mais dolorosa pra mim só pra não contaminar a sua visão do mundo pra que você não começasse a enxergar a vida assim e sentir a dor que ela dá.

Eu corri. 

Corri o mais longe que eu pude de você enquanto estava nas minhas longas crises de ansiedade. Mas tomei um rivotril na sua frente e você nem percebeu. Não porque não prestava atenção em mim, mas porque se tem uma coisa que eu sei fazer bem é me esconder.

O pior é que, exatamente agora, não para de chover lá fora. E eu não quero sair pra não me molhar. Eu quase nunca quero me molhar.

Ou será que não para de chover aqui dentro?

Depois de um tempo passei a tomar mais cuidado pra não me molhar, pelo menos não da cabeça aos pés. Se molhar demais sempre me parece perigoso demais. Pra mim e pro outro. Talvez até hoje você não entenda. Mas não entender caminha junto com essas loucuras profundas e perigosas. Você já parou pra pensar que eu posso ser uma loucura profunda e perigosa? 

Eu também não te contei que quase nunca consigo ficar parado em um lugar só. Sempre estar seguindo em viagem pode ser a minha dádiva ou o meu karma. Esses dias me disseram que o jeito que você sorri é triste e isso chega a doer aqui. Não era essa a bagagem que eu queria deixar pra você.

Dor nunca foi a nossa opção, você se lembra disso?

Pego meu celular com a convicção de que uma mensagem poderia consertar as coisas. Só que isso não funcionou. Eu ia te dizer pra ser forte e aguentar firme e, quem sabe, te chamar pra tomar um café.

Pra não chorar e pra tentar não se entristecer.
Pra tentar não ficar tentando entender o que aconteceu.

Eu ia te dizer pra botar em pratica aqueles planos que me contou há algumas semanas. Eu ia te dizer pra correr o risco e pra tentar não se arrepender. E pra sempre agradecer, até mesmo quando perder. Eu ia te dizer que, mesmo se nada der certo, ainda existem novas possibilidades. Eu até poderia dizer que vai passar e fingir que seria fácil superar isso.

Poderia tentar ser útil e fazer alguma coisa pra ajudar e não ficar aqui parado olhando pra você.

Talvez você pense que eu só penso em mim. Mas na verdade eu tava é pensando mais em você do que em mim. No final das contas você vai entender que sou como um peregrino. Você vai entender que preciso caminhar pra bem longe, porque é isso que me faz ser esse alguém especial: os caminhos que trilhei. 

No final das contas você vai entender que você também vai precisar caminhar mais um pouquinho, vai esbarrar com mais alguns corações e vai aprender cada vez mais com os corações. Nesse meu caminho como peregrino, descobri que amor não gosta de contratos. Alianças não são moedas de troca e que sentir o mesmo que o outro não é obrigação. 

Quem sabe um dia você também entenda que também é um peregrino.

Mas no final das nossas contas — isso mesmo, quero dizer de quando a gente parou de contar; de quando a gente parou de somar — eu aprendi que sou um peregrino que coleciona finais felizes e que o nosso tá guardado aqui.

Entre todos os finais: apenas o final feliz.

Eu sou como um peregrino. Chegou a hora de prosseguir com a jornada.
Eu sou como um peregrino, mas amo feito um humano.
E também erro feito um humano.

A minha camisa xadrez tá aí?
Você trás aqui ou eu vou buscar?

BRUNO FIGUEREDO
Poeta e Escritor. Capricorniano com ascendente em Paulo Leminski e lua em Tati Bernardi. Fã de ficção cientifica e de romances clichês. Dono do pseudônimo @sujeitoeu. Escrevo, mas escrevo sobre mim, e nem sempre sou só amor..

terça-feira, 4 de julho de 2017

Por que me procura onde não estou?



Por que você tem que viver procurando quando muitas vezes o que precisa está bem ao seu alcance, está bem a sua frente ou logo ao seu lado? Por que procurar no horizonte uma necessidade utópica, uma vaidade que não te preenche? Por que tem que viver a colecionar insatisfações quando você pode estar a dois passos do paraíso? Por que tem que se preencher com nada, quando pode ter tudo? Quando podemos ser tudo?

Por que procurar em outros braços o meu abraço quando é o meu coração que bate em sintonia com seu? Por que procurar em outros mares a felicidade, se foi em meu universo que você se perdeu? Por que procurar vida em outros mundos se foi no fundo da minha alma que você se estabeleceu?

Por que você tem que viver a chorar se eu poderia passar a vida a te fazer sorrir? Por que você tem que desistir se eu posso ser a força que você busca? A mão que te segura? O carinho que te cuida? Por que tem que andar tanto se no fim eu sou o caminho que você sempre cruza? A esperança que tanto busca?

Por que viver nesse frio incessante das incertezas, se na segurança dos meus sentimentos que você encontra o calor para aquecer o seu corpo? Por que viver procurando alegria em outras bocas se é na minha que você encontra o mais doce sorriso que insiste em estar em meus lábios apenas por você existir?

Por que você não me olha e realmente me enxerga. E, então percebe que tudo o que você procura e quer, está aqui, dentro de mim? Por que você insiste em dizer adeus, quando nos caberia apenas um boa noite? Por que insiste em me dar as costas quando sabe que eu sou o seu porto seguro? Que só eu sou os sentimentos e as palavras que você precisa? Por que fugir de mim se apenas eu sei dançar conforme a sua música?

Por que gritar tanto se é no conforto do meu silêncio que você encontra paz? Mas o seu silêncio mata tudo, inclusive a mim. Por que prefere viver a sonhar quando eu prometi tornar seus sonhos, realidade? Por que não me diz de uma vez que tudo isso que posso te dar não é o que você procura e me liberta dessa espera inquieta? Por que você não olha para mim e diz que eu sou grande demais pra tua vida? Que eu não caibo em seu coração estreito porque eu realmente sou o muito que você nunca suportaria perder? Por que seria covardia você admitir que tem medo de eu desistir, quando eu souber o quanto você se tornaria pequeno para mim.


MARCINHA ROCHA
Paulistana, geminiana e dona de uma gargalhada que chama a atenção. Estudante de ciências contábeis, viciada em pessoas, em comportamento humano, filosofia e música e adora uma boa conversa. Apaixonada por olhares e sorrisos, ouve mais do que fala e o que não fala escreve sem parar. Intensamente viva, brutalmente apaixonada por momentos espontâneos de felicidade e praticante voraz de uma dança descompromissada,

DANDO UM TEMPO A PERDA DE TEMPO!



Sei lá, às vezes bate um medo de não conseguir ter inspiração para escrever mais ou ser mal interpretado naquilo que procuro propagar. Sabe aqueles cantores que faz um bombástico sucesso com determinada música e, simplesmente nunca voltam a apresentar produto novo que encante aos ouvidos como a primeira?! Daí, uns insistentemente persistem produzindo besteiras, enquanto outros desaparecem do cenário caindo no completo esquecimento.

Palavras não faltam, nem cessam instantaneamente. Escasso é a coerência daquilo que somos em relação àquilo que pretendemos vender no nosso cartão de visitas. Escrever é falar sério ou ser cômico, tudo depende do apelo. Pode agradar ou causar repulsa. Ser compreendido nas entrelinhas é a ressaca advinda de uma incrível e agradável noite de bebedeira – a vida é assim, oscila entre o bom e ruim, e nem sempre os prazeres são obtidos em águas claras e cristalinas. O que não vale é ser uma mentira ambulante, fazendo de conta o tempo todo apenas para satisfazer o ego de outrem usando como plano de fundo a imagem de razões que não acreditamos.

Deixo claro, antes de qualquer coisa que, tudo aquilo que me presto a escrever é o retrato fidedigno daquilo que já vivi, vivo ou acredito, sem receio de incitar o julgamento alheio – justamente por ter provado na própria pele o significado. De modo especial, esta metodologia de narrar a vida acaba formatando as nuances do meu contexto, me fazendo perceber alguns equívocos e acertos cometidos, afinal, para quem acredita na capacidade evolutiva, os dias se tornam rascunhos que serão passados a limpo no desenrolar da vida. Graças ao bom Deus.

A cada inspiração que me vêm à tona, procuro aproveitar e desenvolver ao máximo. Adoro quando as palavras vão fluindo de modo solto, encontrando sentido e sabor na degustação alheia, seja falando de dor ou amor – as palavras sempre oferecem acalanto. Em algum momento sempre terá alguém atravessando a narrativa transcrita.

Ultimamente meu maior foco tem sido as relações longas e duradoras, mas nem sempre esta condição é a realidade na qual observamos por aí. Tem muita gente vivendo um puta “faz de conta” apenas para conservar alguém ao lado, transformando união em detenção. Talvez o monstro da solidão esteja impedindo o abandono da tristeza e trancafiando as portas da esperança, mas de antemão eu vos digo: o amor é um tesouro que pode ser garimpado nas mais diversas minas e o mundo é um cardápio de possibilidades.

Já vivi uma gama de relações turbulentas, daquelas que qualquer pessoa percebe que não existe futuro algum. No entanto, quando se está dentro de uma grande piscina gelada o corpo acaba se acostumando por medo de abandonar o recinto e se sentir acometido pelo frio exterior. Mesmo sabendo que existe algo errado, acreditamos na ilusão de ocorrer mudanças advindas do nada. Bobagem! Se algo estiver errado, pule fora mesmo que em alto mar, pois quanto mais longe for, maior será o esforço para desatar os nós.

Vejo tantos casais infelizes por comodismo, travando a possibilidade de ambos se realizarem bem longe um do outro. Demorei a perceber que relação que vai e volta a todo instante é o mais nítido significado de masoquismo. Já dizia a sabedoria popular: “comprar um carro que já foi seu é encarar os mesmos problemas com mais quilômetros rodados”.

Hoje eu prezo muito a calmaria que encontrei. É comum passar por turbulências e sair mais forte, mas viver 24 horas por dia, 7 dias por semana numa relação mais explosiva que o Estado Islâmico é uma guerra cujo inimigo é você mesmo. Fuja do suicídio afetivo e construa a sua base sólida.

Mire a felicidade e acerte em cheio!



DIEGO AUGUSTO.
Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

OUVE, DISSE O SÁBIO .



Andava por aí, direcionada por um caminho, mas sempre sem direção. Andando assim para algum lugar ou para lugar algum... O caso é que nunca sabia. Menina de sorte, logo saberia o porquê. Talvez fosse jovem demais ou envelheceu sem perceber.

Teve, na vida, mil rumos de caminhos limitados. Mil e uma noites que têm hora para acabar. Não precisa ter pressa, mas não se atrasa. Caminha leve, mas não deixa de caminhar. Contraditório, não é? Sempre soube, mas não se deixa perturbar também. A vida passa rápido e somos todos poeira estelar, pouco demais para alguém se preocupar e, ainda assim, muitos se preocupam.

Um livro antigo dizia que os pássaros do céu nada semeiam e tudo têm. Assim, deveríamos, nós também, não termos desespero, nem medo do amanhã. Mas quem consegue, afinal? Quisera eu. Nesse mesmo livro, diz que tudo abaixo do céu é passagem. Nós também somos passageiros, como as águas de um rio que corre lento, mas sempre se vai.

As águas mudam e o homem muda, dissera um filósofo. Ela continuou caminhando... O que acharia? Um rio. A metáfora das águas funciona, constatou. Afinal, o rio não era mais o mesmo, e sobre ela? A recíproca é verdadeira. Mudanças são necessárias.

Tentou, algumas vezes, entender a vida, num falar sem fim. Entre palavras e refrões, descobriu e guardou para si, até saber de cor: silêncio! Esse é o segredo. Silenciar e entender, na calmaria, todo esse caos. Nada foi tão profundo: a sabedoria de se encontrar, enfim. Nada jamais teve um efeito tão forte.

A ironia disso tudo, e tudo o que estava na sua frente que ela não quis enxergar, pairaram sobre ela naquele momento. Quer dizer, a vida tem formas engraçadas de brincar com você. "Eu não tenho um barco, disse a árvore." 

Ouve, disse o sábio.



NATH SOARES
Uma menina-mulher, brasiliense, perdida nos sonhos e achada no meio das palavras. Escreve desde que aprendeu a unir letras para formar mensagens. Por ironia, cursa Letras, talvez para se entender. Ama a escrita, mas mantém paixões como violões que não sabe tocar, corações que não acha a porta e a saudade, que preza pela inspiração que lhe traz. Coleciona canecas, miniaturas e amores inacabados. Carrega vícios como café, livros, rock e MPB. De amor e romance, tem o ser inteiro.

NOSSA QUASE HISTÓRIA DE AMOR.


Um dia desses eu sonhei com você.

No sonho, nós trocávamos olhares, entrelaçávamos sutilmente as nossas mãos e ficávamos em silêncio. Não foi muito diferente (e talvez ainda não seja) da nossa realidade. Afinal, nossos olhos hoje não se cruzam e nossas mãos não se tocam, mas volta e meia os nossos pensamentos se encontram. Assim como a nossa saudade. Como aquele "e se?" que bate de vez em quando na nossa porta. E como aquela nossa vontade de ter sido o que não fomos.


Eu, claro, acordei saudosa e sentindo o teu cheiro ali no meu travesseiro, mesmo sem você ter deitado nele um dia sequer que fosse. Lembrei das vezes em que falamos a mesma coisa ao mesmo tempo, dos sentimentos em comum que contrariavam qualquer lógica, das vezes em que recebi suas declarações inesperadas, das vezes em que eu decidi me declarar... E até dos abraços que demos em nossas despedidas que, mesmo sem beijo, faziam a gente suspirar como dois adolescentes cheios de dúvidas, mas claramente apaixonados. 

É verdade. Muitas vezes os nossos beijos aconteceram sem o toque, somente no silêncio... Silêncio do desejo (que o coração já não era capaz de calar como a boca).

Já me perguntei se nos deixamos levar pelo medo. Medo de se machucar em algo tão intenso, surreal e raro (tão raro que questionamos diversas vezes a sua existência). Ou será que foi medo de tentar e perceber que tudo não passava de uma mera e ingênua fantasia? Confesso que eu não gostaria de desmanchá-la, caso fosse assim. Pode soar loucura, mas esse laço mágico despertou e ainda desperta tanta coisa boa em mim!

Esse laço é que me faz acreditar nessas coisas invisíveis e bonitas da vida, como a sensação de plenitude que me invadia em nossas conversas intermináveis da madrugada. "Fica mais um pouco", você me pedia. Talvez sem saber que eu queria mesmo era ficar para sempre...

É, talvez agora pareça triste o fato de não estarmos juntos (embora estejamos, sempre que as lembranças aquecem o coração, como aqueceu o meu hoje). Mas sabe, eu acho tão bonita a nossa história que soa como "quase história".

Acho tão bonita a relação que criamos, o cuidado, o carinho um com o outro, independente do tempo e da distância. E acho mais bonito ainda ter alguém como você na minha vida... Alguém que eu sempre vou me lembrar, não do que quase foi, mas do pedaço de amor que sempre será dentro de mim.


BEATRIZ ZANZINI.
Jornalista, escritora e filósofa de bar. Escrevo em uma tentativa de me descobrir e também de desvendar o mundo. E então percebi que, ao compartilhar minhas ideias e sentimentos, às vezes consigo ajudar não só a mim mesma, mas também outras pessoas que se identificam com as minhas vivências. Isso me traz uma inspiração ainda maior a cada dia.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

É TUDO CULPA DO MEU SIGNO!



Não ria, e nem me chame de louca. Até pareço às vezes, mas quem está vivo nessa sociedade louca e doente, também não se encontra na mesma situação?!

Sou nascida em 15 de julho meu bem, isso quer dizer que: sou sentimental ao extremo, choro com topada no dedinho, filmes de drama e de repente comédias, despedidas, abraços mais demorados, e sou capaz de sofrer antes mesmo de ser machucada por algo ou alguém.

Nunca deixo de “ir”, mergulho fundo, me jogo, me afogo em mim mesma e me arrependo em certas situações rasas. Adoro o “antigo” das coisas, papel de cartas, ainda coleciono adesivos, as novelas de época por exemplo, são minhas preferidas. Meu humor é instável, daquele que inacreditavelmente muda de um segundo para o outro, sem qualquer racional explicação, nem ansiolíticos resolvem. Sou regida pela lua, com certeza isso responde as fases que possuo.

Meu elemento é água, acho que por isso que prefiro contornar os problemas de maneira mais flexível, truculência não combina muito comigo. Esteja preparado, eu definitivamente não consigo fingir sentimentos, um estranho vai notar se estou feliz ou triste, transparência total. Não confunda com ser boba, tá?! Posso ser tsunami quando for necessário!

Preciso te contar que meu ciúme é intenso, da mesma forma que qualquer outro sentimento meu. Meus amigos, minha família, minhas roupas, meu programa de tevê!!! Não se sinta o sortudo ou azarado nesse sentido, aceite, não consigo mudar, confesso que já ocorreram algumas tentativas sem sucesso, então, não há muito que se fazer. Okay? Mas não se preocupe, nem sempre vou demonstrar! Minha casa e meu coração são sinônimos, preciso de segurança, aconchego, intimidade e farei dos dois o melhor lugar pra estar. Limpe os pés para entrar, te receberei com um largo sorriso, um café fresco e forte, adoce como quiser, tem livros na estante pra distrair, plantas na varanda, roupas limpas no armário, não quero ter que pedir, mas se tiver coragem e entender que é tudo culpa do meu signo, pode por amor ficar.


JOANY TALON.
Pra quem acredita em horóscopo é Canceriana, nascida em Araruama no dia 15 de julho de 1986, assistente social pela Universidade Federal Fluminense, e agraciada por Deus pelo dom de transformar em palavras tudo que sente, autora dos livros “Cotidiano & Seus Clichês” e “Intrínseco” e co-autora no livro “Pequenices Diárias”

quinta-feira, 29 de junho de 2017

MULHER, DEIXA EU TE DAR UM CONSELHO?


Não sou nenhum hipócrita, nem estou aqui para escrever um milhão de palavras perfeitas sem que, nas entrelinhas, tenham cunho prático apenas para agradar determinado público.
Falar de sexo, sexualidade, gêneros e os motivos que despertam o prazer e/ou apetite sexual de cada indivíduo é um tema bastante delicado por apresentar gostos um tanto quanto individuais e peculiares. Excluindo as preferências exóticas e pessoais daqueles que sentem estímulos com dor (afetando terceiros), zoofilia, incesto e atos criminosos, tais como, pedofilia e estupro, o sexo é um ritual intimo que, vale tudo – bananeira, polichinelo, cambalhotas ou coreografias à lá Cirque du Soleil .

Está mais do que na hora de quebrar os tabus e largar essa mentalidade retrograda que atribui algumas práticas sexuais apenas às profissionais do sexo. Já foi o tempo em que a mulher séria era aquela reprodutora que não tinha direito ao prazer a não ser sorrir com a casa limpa, delirar com a janta pronta ou se excitar deixando o filho na escola.
Antes de classificar gênero, perceba que todos os seres humanos têm direito de ser, expressar e sentir aquilo que lhe faça bem – desde que essa condição não implique em prejuízos ou danos à vida ou imagem de outrem (por favor, né!).

Estou fazendo essa reflexão porque, ontem durante uma conversa com minha irmã (um espetáculo de mulher balzaquiana que muito me admira e inspira) chegamos a infeliz conclusão da difícil tarefa de ser mulher nos parâmetros atuais.

A sociedade – por mais que se negue em alguns aspectos – valoriza e espera a personificação da mulher maravilha em cada mulher desse grande globo terrestre. Não basta ser bonita se não for culta, não adianta ter dinheiro se não tiver status, não resolve ser comunicativa se o público não for interessante, não vale ter corpo atlético se for vulgar em demasia, não é suficiente ser independente se não houver alguém para dividir a vida, não é aconselhável dizer o que pensa se não existir concordância e não causa boa impressão ser autentica se não agradar a maioria.

Tolice! Acho que nunca antes na história desse país foi tão complexo ser aceita no doce e despojado papel feminino. Repare que na minha condição masculina, posso chegar ao bar ou qualquer outro estabelecimento, sentar sozinho, vestindo trajes que julgar adequado e pedir uma cachaça na risca sem que meu ato desperte comentários maliciosos e olhares maldosos. Alguém no máximo dirá que “talvez eu esteja atravessando” um momento difícil. Mas de forma inversamente proporcional e curiosa, o sexo feminino inexplicavelmente depende da aprovação social para praticar desejos e vontades próprias. Que me perdoem (ou se danem) aqueles que discordam, mas até onde eu sei o tráfego de liberdade, ideias e atitudes não é inerente ao cromossomo X ou Y.

Para aqueles que adotam a visão míope e o julgamento raso, nada melhor que usar o silêncio como forma de causar boa impressão. Fica a dica!

Portanto, deixo aqui meu conselho para minha querida irmã e todas as mulheres que tem medo de não agradar o julgamento alheio: seja livre e procure satisfazer seus próprios anseios. Não julgue sua classe se por ventura desaprovar a escolha da sua coleguinha ao lado (não somos unanimes, mas também não sejamos medíocres interferindo na opção que não nos compete). O mundo está essa merda porque ainda não entendemos que um pedacinho de cada escolha é - por bem ou por mal - o reflexo do todo.


DIEGO AUGUSTO.
Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

QUANDO AS ALMAS SE ENCONTRAM, EXISTE AMOR!



Ela sempre sentiu um vazio que não sabia como preencher, e na busca por algo que a completasse ia levando a sua vida cheia de café,  bons drinks, amizades verdadeiras, outras nem tão verdadeiras assim, de amores frágeis, de vinhos baratos, mas nada, nada era capaz de preencher aquele pedaço de alma que lhe faltava.

Ela não era triste, pelo contrário, tinha ao seu redor as melhores pessoas possíveis, que a compreendiam, que aceitavam suas piores fases, que viviam com ela as melhores festas, as piores ciladas, que entendiam quando ela queria apenas ficar sozinha, mesmo que por meses e meses.

Mas não era a solidão que lhe angustiava, era algo mais profundo.Ela tentou tapar o vazio com amores baratos, se entregou várias vezes para pessoas que não mereciam,, e mesmo quando conheceu muita gente interessante, seu problema ainda estava lá, Seu problema não era falta de amor.

Tentou utilizar a música, a escrita, os vinhos nas noites frias, os filmes de comédia, as séries de dramas, tudo isso a deixava feliz, mas não era o que faltava. Ela nunca ousou contar para ninguém sobre a falta que sentia, eles a achariam maluca, afinal, ela tinha tudo o que poderia querer, amigos, estabilidade, um ou outro rolinho, para quem via de fora era tudo o que uma pessoa poderia querer, então ela não podia ficar por aí reclamando.

Ela precisava ser forte. Até que um dia, entre um café e outro na hora de sair apressada, como sempre, ela o viu, foi como um insight. Seu coração acelerou, sua mão tremeu, e sua voz não saiu, nem mesmo quando ele perguntou se estava tudo bem. Ela não sabia o que responder, e para sua surpresa ele a chamou pelo nome, e ainda sem conseguir falar, apenas o questionou com o olhar porque ele a conhecia. Ele se prontificou de explicar que era o cliente que tinha marcado uma hora com ela naquele café, afinal essa também era sua bebida favorita.

Ele não era daqueles caras que param o trânsito, nem desses que saem nas capas de revistas, mas ele era diferente de todos os que ela já conhecera, e logo após a reunião terminar ela sabia que mesmo que não precisassem,  iriam se encontrar novamente. E assim foi.
Eles conversaram por dias e dias, tinham muitos gostos parecidos, e muita coisa diferente também, mas mesmo assim algo mais forte os unia. Quando resolveram ter um encontro de verdade, depois de tanta conversa, ela percebeu que sua alma finalmente parecia ter encontrado o que tanto procurava. Ao chegar em casa ela se lembrou de uma parte de um dos seus livros favoritos “mas eu sabia que já éramos como as nuvens que se juntam nos céus e não se consegue mais dizer onde começa uma e acaba a outra”.

Os dias foram passando, a vontade de se verem e de ficarem juntos era cada vez maior, alguns diziam que era loucura, outros acreditavam que era o destino. Mas nem ela sabia direito o que era, ela que sempre fez a linha durona, que não ligava para o amor, que não se importava com a solidão, pela primeira vez deu o braço a torcer, percebeu que o amor existe, que ele pode acontecer à primeira vista, a segunda, ou depois de anos, uma vez que não existe tempo certo, nem pessoa certa. Quem se encontra não são os corpos, mas sim as almas, que se reconhecem, seja dessa ou de outras vidas.

Ela então conseguiu preencher aquele vazio que sentia, ela então descobriu de verdade que existe amor em todo canto, ela descobriu que o amor é brega, mas quem não é?


TAMARA PINHO.
Jornalista por amor (e formação), mineira, e sonhadora como uma boa pisciana. Vivo na internet, então é fácil me achar. Acredito que a escrita é libertadora e nos possibilita viver em diversos mundos ao mesmo tempo.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

EQUILIBRE-SE!



Sempre me disseram que o trabalho dignifica o homem. O que não é uma mentira, claro. Mas também tem aquele outro ditado que diz que tudo em excesso é prejudicial. Outra verdade.

Vivemos na era moderna, onde temos que nos preocupar mais com o que fazemos do que com quem somos. Temos nos preocupado tanto com nossos trabalhos, nossa imagem de homens batalhadores, com a corrida do ouro diária, que esquecemos, por vezes, de quem está ao nosso lado nos apoiando. É claro que todo o esforço é para sempre dar o melhor para quem amamos. Mas se o alimento do corpo é importante, tão importante também é o alimento do coração.

É cara, as pessoas sempre vão te julgar pelo que faz e, também, pelo que deixa de fazer. Sempre te julgarão pelo quanto você trabalha ou pelo quanto você deixou de trabalhar para conseguir o que tem. "Deixa ela pra lá, está atrapalhando sua carreira", dizem sobre quem sempre te apoiou. E, às vezes, deixamos mesmo. Somos influenciados negativamente em várias situações da vida e é aí que temos que nos esforçar para discernir sobre o que é certo e o que é errado.

Quem ama, trabalha duas vezes: em casa e no serviço. Trabalha na contabilidade da empresa e também no RH do coração da amada; vende um monte de coisa na rua durante o dia e doa carinho em casa a noite; atende aos clientes na loja com um sorriso no rosto que é menor que o sorriso com o qual a abraça ao fim do dia.

Por isso, te digo uma coisa: nunca coloque seu trabalho a frente de quem te ama e moveria montanhas pra te ver feliz. Por vezes, seu sucesso depende dela, na mesma medida em que o sorriso diário dela depende de você.

Lembre-se sempre: "Você deve aprender a amá-la da forma como quer ser amado."


EDSON CARDOSO
Professorzim brasiliense, formado em letras, amante de (boa) música e rato de jogos online. Um cara que não é um poeta, mas que se arrisca a brincar com as palavras. Nem de longe um boêmio, tampouco um insensível nato. Gosta de ficar em casa enchendo os "pacovás" das irmãs e ouvindo o cantarolar de sua mãe. Coleciona fotos e lembranças das viagens que já fez e planeja muitas outras. Alguém que agradece a Deus diariamente o dom da vida e a graça de ter uma família com quem pode contar. 

VAMOS?



Quer combinar qualquer coisa, dia desses? Uma pizza talvez? Ou um café naquele pub alternativo que te falei. Você ia adorar o ambiente. É tão você. Um desarrumado um tanto quanto descolado que no fim acaba ajeitado. Confuso, talvez por isso me faça pensar em você.

Vez em quando me pego pensando na bagunça que a gente fez. Coisa a toa. Mas eu sorrio tão largo e bonito que o peito se enche de luz. Você quebra as regras que eu me imponho, me faz dançar em câmera lenta, seu jeito independente de me querer, instiga. Não consigo explicar. É algazarra demais para o meu pobre coração.

Fico pensando se eu teria me arrependido de não ter mudado a agenda e ter te feito caber naquela semana. Tão espontâneo que chegava assustar. Sincero demais para deixar pra depois. Eu quis olhar nos olhos, sentir o seu cheiro, tatear as cicatrizes que você escondia com doses honestas de bom humor.

Não te culpo por tantos malabares em camuflar seus ferimentos. Mania atrevida de fingir-se de ferro. E a intuição não falhou, por trás do jeito sereno havia um menino inseguro tentando manter-se no eixo. E eu me diverti com as suas teorias nada malucas. Tão cheias de você e de suas andanças pela vida afora.

E eu gosto do jeito que você me decora, do quanto me observa, do toque suave que arrepia a espinha, do olhar desconfiado que provoca. Você me ganha com jeito, cantando o repertório punk rock que a rádio anuncia, arriscando me explicar física quântica enquanto nossos corpos dividem a mesma cama. Não há concentração que resista aos beijos roubados.

Eu inventei algumas desculpas boas para não me render e sair com você, porque no fundo eu já sabia que a gente ia se misturar na dosagem errada, dava pra prever os estragos. Eu sabia que ia querer mais. Sempre mais. E o mais estranho é que você também tá disposto a pagar pra ver. Então vamos? Um jantar descontraído no meio da semana com risadas garantidas e horas estendidas por emendas dignas de críticos literários. Vamos? Te espero no mesmo lugar e prometo que não atraso dessa vez.


MARCELY PIERONI.
Escritora, administradora e chef de cozinha por escolha. Perdeu o medo de sair do lugar e desde que começou a publicar seus textos coleciona viagens onde pode abraçar seus leitores e estar mais perto daqueles que acolhem sua baguncinha. Palestra e conta histórias para crianças. É sonhadora de riso frouxo.

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