365 DIAS PARA O NOVO!



E depois da meia noite, dos beijos, abraços, mandingas, ondas puladas, uvas ingeridas, orações e todos os ritos e manias do réveillon o que será que vai acontecer? Seus desejos de paz, de amor, de ganhar mais grana, de continuar no trabalho, de construir família ou pedir o divórcio de uma vez; tentar um esporte novo, iniciar a dieta e levar uma vida saudável! A maioria de nós tende a entrar nesse clima do fim de um ano e começo de outro pra que mudanças aconteçam, pra que planos se realizem; e fica tudo muito lindo nos primeiros dias que sucedem a queima de fogos que explode no céu enquanto humanos aguardavam ansiosamente a transição de um minuto pra outro serem diferentes, fazerem de tudo algo novo, como sempre! 

E o ano se rompeu, a virada aconteceu! Nós ainda somos os mesmos com a meta de que não, não podemos repetir erros do ano anterior e que nada melhor do que o 1º de janeiro pra irmos com o pé direito rumo ao inovador, ao melhor. Todo mundo renovado de fé e esperança num recém nascido que é obrigado a prometer ser surpreendente e superar o que acabara de morrer. Coitado do ano que chega, já vem cheio de responsabilidades, de remendos a fazer e feridas pra sarar, com carga horária preenchida de metas e objetivos a atingir!

Mas somos nós que temos que fazer tudo da melhor forma, e na tentativa de evoluirmos, não esquecer que podemos transformar cada um dos 365 dias um novo momento e uma boa oportunidade de capítulos felizes, histórias bonitas e menos tragédias do que os tempos passados. Precisamos praticar aquilo que desejamos, se desejamos paz, devemos ser paz pra quem cruzar nosso caminho, não ir de um xingamento leve à agressão física no engarrafamento de volta pra casa, se desejamos amor, não podemos viver com orgulho no peito. Amor é pra distribuir aos quatro cantos e a quem mais puder. A vida insiste em devolver aquilo que recebe da gente. Nossos atos necessariamente se obrigam a descrever quem somos, portanto! Sejamos verdadeiros com nossos desejos, e mais ainda com o que já fomos, somos e pretendemos ser.

JOANY TALON.
Pra quem acredita em horóscopo é Canceriana, nascida em Araruama no dia 15 de julho de 1986, assistente social pela Universidade Federal Fluminense, e agraciada por Deus pelo dom de transformar em palavras tudo que sente, autora dos livros “Cotidiano & Seus Clichês” e “Intrínseco” e co-autora no livro “Pequenices Diárias”

LUZ DE FIM DE TARDE

Leia ao som de Infinito Particular, Silva.
Estávamos sentados frente a frente. Curiosamente como no nosso primeiro encontro -como você mesmo observou bem. Mas dessa vez podíamos tocar as mãos um do outro sem cerimônia. O resto dos nossos corpos estavam fisicamente separados por uma gélida mesa de mármore. De frio era só ela e a nossa comida japonesa que havia ali.
Pedimos sashimi. Te apresentei o meu favorito: sashimi de salmão maçaricado. (salivei aqui enquanto escrevia). Você, no entanto gostou mais do de anchova defumada. Também uma delícia.Era o nosso jeito de ter diferenças em sintonia. Nossas mãos só se soltavam quando precisávamos delas pra equilibrar os hashis (ambos sem habilidade com eles) ou para pegar as bebidas. Guaraná com rodelas de laranja e refrigerante sabor citrus com rodelas de limão. O seu e o meu, respectivamente. Você me dava um carinho tão gostoso nas mãos com as pontinhas de seus dedos! Era como se afirmasse o tempo todo: "ei, eu to aqui. Do outro lado da mesa, mas to aqui".
Descobri que janela de vidro e luz de fim de tarde é definitivamente melhor e mais romântico que jantar a luz de velas. Você me fotografou com aquela iluminação natural ao fundo. Eu me sentia completamente à vontade nas suas lentes (falando assim parece até uma câmera profissional, mas era só um smartphone). Eu também gostava de te fotografar. Gostava daquela sensação única que a fotografia me dava -ainda que irreal - de que eu podia congelar os momentos bons. A fotografia desafia o infinito. E costumávamos dizer que vivíamos um infinito particular -como lindamente cantou Marisa Monte.
Estava gostando daquele ângulo. Ele me proporcionava uma visão quase total de você e não deixava dúvidas: é esse o cara que eu quero na minha vida.
Ficamos nos deliciando ali por algumas horas. Foi o suficiente pra eu sentir muita saudade do seu corpo ao meu lado. Do xero (com xis mesmo) que você me dava no pescoço, do cheiro bom da sua barba bem cuidada, das suas mãos segurando com força minha cintura e do seu beijo. Ah! o seu beijo! Como eu amava esquentar meus lábios nos seus! Era como se eles sempre tivessem se pertencido em um encaixe natural, perfeito e inegável.

Rapidamente você migrou pra cadeira ao meu lado. Certamente também sentiu a mesma saudade que eu. Poucos entenderiam e nos julgariam grudentos demais. Nem ligamos. Nos abraçamos e me veio a memória novamente o nosso primeiro encontro. Desde a primeira vez que sentimos o abraço um do outro, a gente não quis mais soltar. Quem esbarrava conosco na estação do metrô, achava que já éramos um casal (e de fato éramos, só não sabíamos ainda).

Encostei meu nariz nas suas bochechas e senti com a ponta dele a pequena cavidade que se formava ali. Era a sua covinha que tanto amo e complementava o belo sorriso que você tem. Eu nunca vi a felicidade, mas acho que ela realmente existe e deve se parecer com aquele momento: luz de fim de tarde, mãos dadas, cheiro, beijo, saudades, infinitos. O nosso paradoxo de paraíso.


SUÉLEN EMERICK.
24 anos. Brasiliense que vê poesia no cinza do concreto. Jornalista que escreve por/com amor. Uso vírgulas e crases imaginárias pra contar histórias, e o coração pra vivê-las.

A DOR DO ADEUS



Foi uma boa conversa para quem estava perto do fim. Duas cervejas antes de me contar o plano de emergência.

Foram ditas algumas verdades, remorsos,  mentiras e recusas.

Você disse qual era o melhor jeito de seguir em frente.

E eu disse que isso não existe. 

Não existe isso de ser adulto e aceitar o fim quando duas pessoas se importam uma com a outra. 

Se alguém disser a fórmula estará mentindo porque simplesmente não há.

Não há saída fácil. Não há manual. E nenhuma dessas baboseiras melosas explicará coisa alguma. 

Você estava errada quando acreditou que essa besteira de amor próprio iria ser a sua saída digna porque não há dignidade alguma no fim. 

Não se foi intenso.

Não se foi importante.

Não se foi profundo.

"Águas profundas não são calmas."


HELIARLY RIOS.
É um amante. De política, economia e futebol. É um apaixonado por F1 e NFL. Garante o pão de cada dia e um teto para descansar trabalhando como analista contábil. Seu único amor é escrever de forma irresponsável e livre de culpa. O resto são paixões.

ENQUANTO VOCÊ DORMIA

❁ Ouça enquanto lê: Enquanto você dormia, Projota. 

Mal consigo abrir os olhos enquanto você se arruma, mas ainda assim te vejo ser todo cuidadoso para não me acordar, mesmo que eu já esteja acordada. Nunca te falei, mas sempre acordo pra te ver se arrumando. Gosto de estar acordada quando você vem se despedir de mim, é com certeza uma das melhores formas de começar o dia. 
Acompanho diariamente sua rotina de se levantar, tomar banho, e sair de fininho do quarto para se vestir. Você sabe o quanto eu odeio o barulho de gaveta logo de manhã. Mas também me apaixono a cada dia que você se despede com um beijo de bom dia e um "te amo" sussurrado ao pé do ouvido. 
Logo que ouço o barulho da chave na porta pego no sono novamente. Sabe aquela coisa de relógio biológico? O meu ficou viciado em você. Basta você estar por perto que ele quer acordar e aproveitar cada segundo de sua companhia. 
Às vezes esse meu relógio biológico falha quando você dorme, já que ele gosta de te observar logo que você dorme, com a cara mais tranquila e serena. Mas não demora muito, também durmo. 
Não sei se essa é a melhor forma de dividir sonhos, mas com certeza dividimos muitos assim. De nossas conversas antes de dormir a sonhos compartilhados no dia seguinte, seja ao acordar, seja ao longo do dia por meio de mensagens. 
Nossos relógios biológicos já se comunicam entre si. E vão mais além de serem apenas relógio. Sabem quando estamos com fome juntos, as vezes até adivinham o que estamos com vontade de comer, pode isso?
É uma sintonia inexplicável que acontece entre a gente. Eu já desisti de tentar entender. Apenas aceitei que a gente se conecta, tipo aquela série das pessoas que são sensitivos, que tem uma conexão mental e emocional independente de onde estejam. 
Deve ser por isso que a gente se dá tão bem. Nossos relógios biológicos entraram em sintonia, nossos corações perderam a mesma batida e agora estão na mesma frequência e nosso amor...
Ah, esse daí só cresce a cada dia. 
MARINA COUTO.
21 anos, estudante de Letras, forrozeira e apaixonada por palavras. Escrevo pra me sentir livre, não tenho destinatário certo, acho que assim fico mais desapegada e escrevo Com a alma. Gosto de escrever para as outras pessoas saberem que não estão sozinhas. Quem vai ser meu interlocutor? Quem ler decidirá se aceita ser ou não. Se você se identificar, é um novo interlocutor, escreverei pensando que não estou só. Escreverei pra nós

O QUE AQUECE MELHOR? AMOR OU COBERTOR?



❁ Ouça enquanto lê: Capital Inicial - A sua Maneira 

Eu adoro a contradição que ela é. Reclama do frio, mas dorme deliciosamente sem roupa. Uma camisola ou baby doll, raramente, mas preferencialmente sem nada. Ela diz que está frio e que leu em um best-seller adolescente que o calor humano aquece. Eu não discuto, inclusive concordo e digo mais: o corpo humano é a melhor fonte de calor e esse calor aumenta conforme a roupa sai. Paradoxal, mas delicioso. Igual a ela.

Ela gosta da ideia e se livra da minha camiseta, consequentemente da minha bermuda. Chega bem perto procurando abrigo. Abraço. Ela foge do frio e o quarto se torna o melhor esconderijo. Esconde a língua na minha boca e os lábios entre meus dentes.. O frio na espinha corre assim como as unhas dela nas minhas costas.. Os seios ficam rígidos, firmes, mas isso pouco tem a ver com o frio...

Escondo cada um deles com as palmas das minhas mãos, enquanto cravo as unhas e ela me lança um olhar cheio de tesão, pedindo por mais. Os corpos continuam em atrito tentando se esquentar, então me escondo entre os seios dela e depois dentro da boca. Ela, hospitaleira como é, recebe muito bem o convidado. Minha língua quente percorre todo o corpo gostoso que ela tem. O caminho do paraíso existe e, ironicamente é uma descida. Ela debruça e deixa as rosas à mostra. É um prazer refazer os traços da tatuagem com a ponta dos dedos, passando pelas rosas do quadril, do bumbum e acabando na que ela tem entre as coxas.

Junto as minhas rosas do braço com as que ela tem e, com alguns tapas, a tatuagem dela ganha tons avermelhados. Entrelaço os cabelos dela nos dedos e, bem juntinhos, nos livramos de qualquer sinal do frio. Às vezes, fugir e se esconder são as formas mais prazerosas de se manter vivo. E quente. Ela se ajeita dentro da conchinha e diz que o frio passou, mas vai ficar ali quietinha, só pra garantir. Eu? Nem reclamo. Além de calor, achei amor nessa mulher. Não tem frio que me faça sair daqui.

DIEGO HENRIQUE.
Prazer, Diego Henrique, 24 anos, Paulista e solteiro. Um aquariano na casa dos vinte, que brinca com as palavras e coloca os sentimentos na ponta dos dedos.

BRISA LEVE, LEVE



Hoje eu acordei mais cedo como se tivesse sido despertada pela saudade. 
Demorei alguns minutos para me orientar no tempo e assimilar a sua falta ali do meu lado. 

Caiu a primeira lágrima. 

Os pensamentos em você e a lembrança do seu sorriso que sempre me convidava a sorrir mesmo quando eu estava chateada, me fizeram sentir uma dor profunda pelo orgulho autoritário que vez ou outra não me deixou expressar meu amor, não deixou que aquela ligação fosse feita ou que aquele pedido de desculpas pudesse nos ter dado mais minutos de felicidade. 

Eu te perdi num sopro, e foi a vida (morte) que me venceu e te levou de mim.
Eu quis te dizer todas as vezes que quando eu queria experimentar cozinhar algum prato novo, era pra você. 
Eu quis te mostrar nas entrelinhas de um poema que aquele ali falava exatamente de você.
Eu quis te convencer a acreditar que os melhores planos envolvia você neles. 

Mas, algo/alguém não deixou. 


E agora eu me perco aqui, sem tua presença, sem tua força, sem teu cheiro. 
Terei que soprar esse ar que te leva em frente a um espelho e sentir você voltando pra mim, me encorajando a seguir. 
Aos passos que darei de hoje em diante, carregarei os teus bons sentimentos, as boas lembranças e o amor que você germinou aqui. 

Seja leve e deixe o sopro viajar tua alma para um lugar bom, eu seguirei teus sinais. 
Teu amor será minha rota, te seguirei pela luz.



ANNA OLIVEIRA.
Recifense, amante da tecnologia, leitura e MPB. Aspirante na escrita/poesia, uma menina mulher sempre em evolução, transcrevendo em palavras gritos oriundos do coração, deixando registros verídicos (ou não) nas entrelinhas. De braços e coação aberto para a vida e o amor.

SENTI SAUDADE DA NOSSA CALMARIA.



Duas da manhã. Não consigo dormir.

Olho para um lado e vejo o céu estrelado, uma madrugada iluminada e dentro do quarto uma fresta de luz destaca a pressa da noite passada. Roupas jogadas ao chão, móveis fora do lugar. O quarto parecia ter muito mais vida do que aparentava nos últimos meses. Meses de saudade.

Olho para o outro lado e lá está você, dormindo. A certeza de que nada foi sonho, e sim a mais serena realidade. Afago seus cabelos, e me aproximo. Sinto sua respiração e sutilmente, seus braços me enlaçando com delicadeza.

Um abraço. Nele, me sinto segura. Sinto a saudade ir embora lentamente, dando lugar a um sentimento novo, uma espécie de encontro com o oásis no deserto. Nada mais é que a sua presença junto a mim, a suavidade dos seus toques, a leveza do seu sorriso e a concretude que é ter você.

A distância vivida durante meses foge por entre os dedos e posso enfim sentir a calmaria de ser com você, morada. Sentir as batidas do seu coração faz com que o meu funcione de uma maneira bem peculiar. Acelerando, desacelerando, constantemente. Mas de uma maneira bem bonita eu percebo que em sua presença, neste momento, tão perto, me aquietando, o coração também se aquieta e já não precisa mais de pressa. Com você, nada é apressado, a não ser o desejo de ter um ao outro, que muitas vezes demanda urgência.

Esta noite tivemos pressa para reaver o tempo passado que, de alguma forma, conseguimos enfrentar e passar com serenidade, apesar de. Mas de agora em diante, seremos apenas calmaria, por hoje e enquanto estivermos juntos, assim, sem se apressar, sem se perder, apenas reconhecendo um ao outro, nesses encontros serenos de todos os dias.

Agora já posso dormir. Fecho os olhos e sigo com você, sonhando. Espero acordar e tudo continuar exatamente como está. Que o tempo congele para nós dois.

MAGDA ALBUQUERQUE.
Magda Albuquerque. 26 anos. Prolixa. Psicóloga. Mistura realidade e fantasia em um encontro com a sua criatividade. Sempre em busca de tornar os dias mais leves com uma palavra ou outra, tentando organizar o próprio mundo. Escreve para organizar o próprio mundo, com a missão de colorir a vida - a sua e de todos.

PRECISO ME DESINTOXICAR DE VOCÊ!



Te prendi tão forte no meu peito que já se tornou parte de mim. Agora pra te tirar vou sangrar, doer, levar tempo até o coração cicatrizar, reaprender a bater sem você!

Engraçado que era tão estranho pensar que alguém pudesse morar no outro assim, a ponto de doer a falta, de machucar a ausência ou tornar difícil viver sem a pessoa no dia a dia, sem a rotina que combinava meias espalhadas no chão do quarto, a caneca do ”Barça” empoeirada dentro da caixa na mesa de cabeceira, que me fazia ter crises a cada limpeza feita na casa ou até o surpreendente macarrão gravatinha, com molho de manjericão, toda vez que eu saía tarde do trabalho e falava, mal humorada, que naquela noite não ia ter nada pra jantar.

Complicado aceitar que mesmo te amando eu não te quero por perto. Todos os planos juntos deixaram de fazer sentido desde que percebi que só o amor não basta, que a vida tem que ser construída degrau a degrau no mesmo passo e compasso, mas tudo exigiu mais do que nosso ritmo contrário pôde dar. Não tem a ver com gostar do Oasis e achar digno guardar a grana do guarda-roupa novo pra ir ao show, num ato orgulhoso, e há quem ache irresponsável de quem não se importaria em deixar tudo encaixotado por mais alguns meses.

Eu te mantive tão junto de mim que entorpeci seu jeito, suas manias e me expulsei do meu próprio corpo, te preferi a mim. Até agora! Espero que não seja tarde, mas nessa loucura toda que foi te viver eu precisei de mim, tentei me achar quando nada nem ninguém a minha volta saciariam a minha necessidade de trocar ideia comigo mesma. Sorte a minha!!! Ainda restava algo a resgatar, alguma coisa que pudesse me trazer de volta, me restabelecer. Eu amo você, mas não preciso me perder pra isso acontecer, entende?!

Cheguei a sufocar tua alma, encarcerei sua vida num mundo que era só meu e tenho certeza de que não estava bom. Depois daquele nosso papo pesado eu pude ver o quanto um sentimento, mesmo que bom, se exagerado ou sem dosagem, pode ser nocivo, sofrer mutação, asfixia, insuficiência pra respirar o outro na relação! Isso foi doloroso e esclarecedor, cheio de desabafos desagradáveis e necessários, que machucaram, mas foram verdadeiros à ponto de tornar inocente qualquer tropeço ou gesto dado na tentativa de obter sucesso ou de tornar quem escolheu ficar do nosso feliz.

Sei que o preço pode ser o tempo passar devagar demais até eu me recuperar, me curar, me aceitar com o vazio deixado com a sua partida quando decidi me reencontrar. Quem sabe, na minha própria companhia eu consiga de fato dar valor à sua.

JOANY TALON.
Pra quem acredita em horóscopo é Canceriana, nascida em Araruama no dia 15 de julho de 1986, assistente social pela Universidade Federal Fluminense, e agraciada por Deus pelo dom de transformar em palavras tudo que sente, autora dos livros “Cotidiano & Seus Clichês” e “Intrínseco” e co-autora no livro “Pequenices Diárias”

ANTES QUE O ANO ACABE


Antes que o ano acabe, quero te lembrar que as pessoas à sua volta não são eternas, algumas são apenas passageiras, então deixe-as sempre com o melhor que você puder dar. Quero lembrar de todos os amigos que por aqui estiveram, mas que por discrepâncias do destino se afastaram. Quero lembrar de vocês, de cada um, de cada momento, de cada risada, de cada festa, de cada tombo, de cada ressaca (inclusive as morais, que a gente nem precisou beber para ter).

Antes que o ano acabe, quero te lembrar do quanto você é especial pra mim. Quero te lembrar daquele dia em que desceu do ônibus e veio em minha direção sem que ambos tivéssemos a noção do quanto um seria importante pro outro durante um ano inteiro, do quanto poderíamos crescer. Quero te lembrar de todas as vezes que te fiz sorrir, que te fiz ficar querendo gritar de tanta raiva, quando eu resolvia silenciar por causa dos monstros da minha mente. Quero te lembrar de que tudo em mim foi verdadeiro e continuará sendo, mesmo que adormeça. O amor não continuará sendo, porque ele já é. Fixou. Sempre te rezo e te guardo dentro do melhor de mim: o coração.

Antes que o ano acabe, quero te lembrar que a vida vale a pena SIM, que é preciso aproveitar cada momento que ela nos dá, que é preciso crer em dias melhores – porque eles possuem um jeito meio maluco de aparecer em nossas vidas, quando tudo parece estar errado, mas sempre aparecem. Quero te lembrar de nunca, em hipótese alguma, desvalorizar um sentimento; nunca, em hipótese alguma, desvalorizar alguém, porque todo mundo possui seu próprio valor.

Antes que o ano acabe, quero que tire um tempo só para ti, que respire...e deixe a vida acontecer. As vezes, a gente se preocupa demais em viver, mas acaba nem vivendo. Se distraia um pouco, as melhores coisas te acontecem quando você nem ao menos percebe – mas seja cuidadoso ao acontecer, porque as melhores coisas não acontecem com replay, e nós não temos o valioso poder de voltar a viver algo que foi bom, ele apenas torna-se inesquecível.

Antes que o ano acabe, quero que lembre de tudo e quero que guarde apenas o que ficou de bom. É necessário fazer uma limpeza e carregar consigo somente o que faz teu coração sorrir, e que o resto seja somente aprendizado. Porque quero lembrar de 2016 assim, como o ano em que vivi tudo que pude, mas filtrei e guardei aquilo que há de melhor.

E quando, por fim (ou recomeço) o novo ano chegar, comece-o com um sorriso. Daqueles bem espontâneos. Dizem que aquilo que fazemos durante a entrada de um novo ciclo repercute durante o ano inteiro. Seja positivo, tudo vai dar certo.


MARIANNE GALVÃO.
Marianne Galvão,1990, escritora, blogueira, libriana e nordestina; é amante das palavras e filha do tempo. apreciadora nata de tudo aquilo que faz sentir o sangue quente viajando entre as veias, transborda sensações e sentimentos urgentes através da escrita. Escritora do livro "tempo do tempo: as estações do coração."

VOCÊ NÃO PRECISA SE ENQUADRAR EM NENHUM PADRÃO!



Viva!!! Seja feliz. Queira o bem, faça o bem (principalmente para você).

Acredito sim que recebemos aquilo que desejamos e transmitimos — não necessariamente na mesma proporção, mas recebemos. Que sua imagem seja daquilo que você é e não de como as pessoas querem que você seja. Que a cor do seu batom seja aquela que te faça se sentir bem e mais você, e que a ausência dele também não te torne menos mulher ou encantadora.

Que o marco histórico da queima dos sutiãs seja lembrado, mas isso não te obriga a usá-lo. Tomara que o que te aperte os seios sejam apenas abraços calorosos. Que você não seja refém da ditadura da beleza, seja refém do seu caráter e consciência, e terá a mais linda liberdade que existe.

Fazer o que realmente se sente vontade é o maior prazer que se pode sentir. E vou além moça, transar no primeiro encontro não te faz puta, do mesmo jeito que ir à igreja não te faz santa. A sociedade criou moldes e muitas pensam que se enquadrando neles estarão fazendo o melhor para si, mas não creio que isso seja o correto, aliás não existe “o correto”, existe você fazer o que realmente sente vontade. Então não se enquadre!

Quadros são feitos para embelezar ambientes e são presos a paredes. Enfim, você não nasceu para ficar presa a nada e a ninguém, muito menos para embelezar algum ambiente, acredite em mim: Você é a beleza!!! Use a sua liberdade e faça o que sente vontade. Sorria, grite, pule, dance na chuva, ande descalça, acampe no quintal, se isso te faz bem não existe mal!!! Lembre-se: A grama do vizinho é mais bonita porque ninguém faz piquenique lá.

RAFAEL SILVA
Paulistano, 31 anos, amante de poesias e viciado em café . Nas horas vagas estou rimando histórias e estórias. Busco expressar com palavras o que só os olhos costumam dizer. Acredito muito em sentimentos porém desconfio das pessoas.
Uma frase: O amor te abre os olhos mas infelizmente te cega.


VAI TER EXPOSIÇÃO DA MINHA VIDA SIM!




Cada um tem o direito de expressar opiniões e ter posicionamentos nos mais variados temas que compõem as páginas do nosso cotidiano. Apesar de discordar de algumas ideias (e propagar outras), sempre procuro conhecer as razões que fazem fulano denegrir beltrano ou mesmo exaltar qualquer estilo de vida, seja ele qual for.

Ontem estive lendo um texto daqueles que são fundamentados em estudos científicos de algum pesquisador de Harvard - vários autores costumam enfatizar isso para atribuir credibilidade a qualquer besteirol. O texto em questão buscava explicar os motivos que levam os casais a expor vida afetiva em redes sociais através de fotos, vídeos e declarações diversas: infelicidade ou desejo de estampar na rede sentimentos inexistente na realidade (segundo a conclusão do próprio autor).

Após rápida reflexão em torno do meu próprio relacionamento e tendo em vista minha discordância das conclusões deste estudo, afirmo que, ao contrário da crença popular daqueles que culpam toda desgraça sentimental em trabalhos espirituais (macumba, vodu, olho gordo, seita, frevo, axé, sei lá o que) prefiro demonstrar afeto seja qual for o palco ou a platéia. Se for preciso subir na mesa de um bar lotado e ser repreendido por qualquer segurança com senso de humor ácido ou mesmo interromper cerimônia de casamento para prosseguir a vida com alguém prestes a cometer um equívoco - certamente farei.

Prefiro dizer e demonstrar aquilo que eu sinto sem ser contido. Eu nunca soube falar baixo, nunca experimentei entregas parciais nem me imagino amando em modo avião porque os únicos responsáveis pelo triunfo ou falência da relação são o próprio casal.

A maioria dos eventos que nos causam satisfação é evidente, ou por acaso alguém começa a trabalhar numa excelente empresa e age como agente secreto da CIA, escondendo de tudo e todos a própria identidade?! Ninguém compra carro para ficar enfeitando a garagem e nem veste aquela roupa especial para deitar e dormir. Quando estou feliz sinto necessidade de compartilhar com o mundo os motivos, porque a inveja é muito nanica perante o Deus que entrego meus anseios. Portanto, não integro o time daqueles que deixam o medo do insucesso contaminar a áurea.

Outro dia assisti a um vídeo onde determinado músico narrava como foi a inauguração de um Pub que houvera sido convidado para tocar. Total desastre de público – na verdade, só estava presente ele, alguns funcionários e os dois sócios do estabelecimento. O músico não se conteve e questionou onde estavam os amigos, familiares, cachorro, papagaio e a resposta foi surpreendente: Não divulgamos o evento para evitar que a inveja pudesse de algum modo impactar negativamente no nosso negócio (e o resultado foi inversamente proporcional).

Posso parecer louco ou seguro demais, mas a grande verdade é que sempre seremos julgados, seja por expor ou esconder demais e, se me permitem um conselho, prefira sempre pecar pelo excesso, prefira descobrir como foi na pele ao invés de questionar ao léu como poderia ter sido se (...). Por essas e outras eu sigo disparando minha metralhadora de selfie ao lado daquela que me encanta exponencialmente a cada dia, aquela que mantém acesa a chama que inflama minha vontade de protagonizar mais uma história entre aquelas que finalizam o enredo dizendo: “e viveram felizes para sempre”.


Desde muito novo eu aprendi com o Pica-Pau que Vodu é pra Jacu. 





DIEGO AUGUSTO

Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

VOCÊ SEMPRE SERÁ O QUE EU NÃO SOUBE EXPLICAR


❁ Ouça enquanto lê: Mesmo sem estar, Luan Santana ft. Sandy 

Você sempre será a minha saudade preferida e aquele bendito sentimento que eu nunca soube explicar. Por mais que o tempo passe você sempre vai permanecer aqui dentro do meu peito. E, isso eu sei que nunca vai passar. Crescemos, amadurecemos, seguimos em frente, mas sempre algo lembra a gente, nossa história e tudo que vivemos. Sempre seremos nós, mesmo que o tempo passe, a música mude e os locais também.

Eternamente teremos as nossas lembranças e algo que me remita você. Por mais que fiquemos meses sem nos falar – nós já fizemos isso , apostamos que com a distância esse sentimento todo iria mudar, e não mudou, nunca mudará e entendemos isso.

- Você sempre será a minha fração de segundo preferida.

Coisas como essa me fazem entender que sempre será você e que para você sempre serei eu, da nossa forma e do nosso jeito. Sempre vai ter algum detalhe, alguma coisa que faça com que o nosso para sempre permaneça dentro de nós.

O tempo passou, a distância aumentou, os gostos mudaram, os cafés amargaram e muita coisa não está mais do mesmo jeito. Mas uma coisa que nunca mudou e jamais mudara é a nossa aposta de que um dia a gente vai dar certo, que por mais que o tempo mude tudo o nosso sentimento ele não foi capaz de mudar.

Apostamos na gente sabendo que sempre estaremos aqui. Mesmo que você por aí e eu por aqui com essa distância que insiste em diariamente apertar, saberemos que quando nossos braços se encontrarem novamente, seremos eu e você, da mesma forma e do mesmo jeito.

Será a nossa saudade e o nosso eterno sentimento, sentaremos para tomar o nosso café de sempre, falaremos sobre como o tempo passou rápido e da forma que amadurecemos, porém lembraremos o quando fomos fortes de manter as nossas promessas, principalmente aquela que dissemos:

- Seremos para sempre, mesmo que todo o mundo nos mostre o contrário. Apostamos na gente e ganharemos.

Então acredita, o tempo não vai mudar nada. E seja onde for, você sempre será o meu amor, no meu filme de terror, na série que for, lembrarei dos seus comentários mais ridículos e a forma como ria das minhas coisas.

Seremos para sempre, mesmo que algumas pessoas insistam em dizer que o para sempre não exista. O nosso existe. Para sempre existirá.



ANDRESSA LEAL.

Andressa, desde 1986. Mauá - SP, uma mulher cheia de mistérios e repleta de poesias, encontrei nos textos e poesias minha fuga, meu refugio, meu mundo, algo só meu que compartilho com você. Aqui serei simplesmente eu, textos que nem na pagina do facebook eu posto aqui irei postar. Um dia sem poesia para mim é um dia em vão!